8 de fev. de 2013

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Lançados Calligra 2.6 e LibreOffice 4.0


Calligra 2.6

Foi lançada nesta semana a versão 2.6 do Calligra, suíte de aplicativos do KDE. Além da edição desktop há uma versão mobile, Calligra Active, baseada em QML.
A maior novidade desta versão é a inclusão do Author, um editor de textos para ebooks.
Modo para evitar distrações no Author, reduzindo a quantidade de elementos da interface

De imediato ele não é tão diferente do Words, mas há uma tendência em obter maior diferenciação com o tempo. Ele exporta os arquivos para o formato EPUB2, tradicional no ramo de ebooks. Na versão 2.6.1 será adicionada a opção de exportação para arquivos MOBI.
Fora o novo Author os outros aplicativos também foram atualizados. São atualizações leves mas importantes, especialmente considerando o conjunto todo. O link do anúncio traz os detalhes com alguns screenshots.


LibreOffice 4.0

O LibreOffice 4.0 também foi lançado nesta semana. Essa versão é a primeira a trazer os objetivos da comunidade em torno do projeto durante sua criação, projeto esse que nasceu como um fork do OpenOffice nas fases ruins dele (transferência da Sun para a Oracle). Entre os objetivos alcançados estão um código mais limpo, maior estabilidade nos recrusos e melhor interoperabilidade, permitindo que os aplicativos do pacote abram e leiam corretamente mais arquivos da "concorrência".

Temas no LibreOffice. Vá em Ferramentas > Opções > Personalização e selecione Persona

O LibreOffice suporta agora integração com alguns sistemas de gerenciamento de conteúdo online, importação de arquivos do VISIO e Publisher, e suporte a temas do Firefox Personas.
Há um app para Andoid para controlar as apresentações remotamente, mas por enquanto apenas para as compilações para Linux do LibreOffice. O suporte a Windows e OS X nele deverá chegar em breve.


Download:
Ambos os projetos são open source, e concorrem dentro de certos níveis. O foco inicial do Calligra está em desktops Linux, enquanto que o LibreOffice já é bem consolidado nas três principais plataformas (Windows/Mac/Linux). Ambos são open source, e ainda há o OpenOffice, que quase morreu mas está sendo continuado nas mãos da Apache Foundation.

Seguem os sites oficiais dos três:







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GNOME planeja novo modelo de segurança para os apps desktop


Durante a GNOME Developer Experience Hackfest na FOSDEM 2013 muita coisa foi discutida sobre o futuro do GNOME, inlcuindo a recomendação de JavaScript como uma das linguagens preferenciais para a criação de aplicativos. Há um outro destaque, herdado da experiência com os aplicativos mobile: alguns desenvolvedores planejam um sistema de empacotamento de apps com uma espécie de sandbox e permissões para uso das funções, levando aos aplicativos desktop as restrições hoje comuns no mundo dos smartphones e tablets.

Se a ideia for mesmo adotada, os aplicativos ficariam num "pacote" com todo o conteúdo necessário, incluindo bibliotecas e arquivos de dados. Um arquivo manifest seria responsável por indicar as bibliotecas de dependência a nível de sistema, o que limitaria no pacote o conjunto de funções e APIs que os aplicativos podem acessar, tornando-os mais seguros.

Eles também não teriam acesso completo ou irrestrito ao sistema de arquivos dos usuários: um sistema de permissões seria aplicado. Implícito, no entanto, não intrusivo. Por exemplo, o app só receberia a imagem capturada da câmera quando o usuário realmente tirasse a foto (e não a qualquer momento). Um determinado arquivo na pasta Home só poderia ser salvo pelo app quando o usuário confirmasse clicando no botão Salvar. A experiência não seria tão diferente da atual, mas por trás da tela as coisas seriam mais seguras: sem a permissão o app não conseguiria criar nem alterar dados nas pastas dos usuários.

Um "portal" forneceria métodos de comunicação entre os apps, permitindo a troca de dados entre os mesmos - algo parecido com os intents do Android ou com o compartilhamento pela barra de charms no Windows 8.

O modelo de segurança para os apps do GNOME ainda está sendo debatido, sendo boa parte das ideias apenas um conceito. Essa mudança de paradigmas a nível de desktop deverá trazer ainda mais polêmicas para o GNOME, já que irá alterar o modo como os usuários estão acostumados a lidar com os aplicativos desktop, área até então tida como separada do mundo dos tablets e smartphones. Tudo parece caminhar para uma convergência.

Mural de Recados