31 de mai. de 2011

A Maldição de Patrick Volkerding

Você já se perguntou como é que uma distribuição conservadora e simples (para não dizer antiquada e trabalhosa de configurar) consegue ter uma boa quantidade de usuários fiéis e ser uma das mais respeitadas do mundo?

Introdução
Linux: A Maldição de Patrick Volkerding   
            Bob da Subgenius Church - Patrick é um membro

Aviso: o autor do artigo está amaldiçoado.

Vamos refletir sobre alguns fatos...

O instalador do Slackaware é primitivo. Se um usuário acostumado a usar apenas Ubuntu pegar o Slackware para instalar pela primeira vez é provável que sua reação seja:

"O quê?! Vou ter que digitar comandos na tela preta pra instalar o sistema? (formatação) Meu Deus! Bem que me disseram que essa distro era a mais antiga ainda ativa, pena que ela não se modernizou!"

Ou então pode ser:

"WTF?! Deu pau no DVD de novo? Já queimei a ISO 3x e sempre trava na tela preta! O instalador nem chega a abrir!"

Porém, para um usuário de Slackware isso não é nada de mais. E daí se o instalador é o mesmo desde quando a distro era distribuída em imagens de disquete? Ela continua funcionando e é isso o que importa. Os slackers continuam amando sua distro favorita.

Até pouco tempo Slackware nem tinha gerenciador de pacotes com função para atualizar o sistema automaticamente. Era preciso usar gerenciadores de terceiros ou olhar os changelogs e atualizar o sistema "manualmente" e isso numa época em que todas as grandes distribuições tinham gerenciador de pacotes que resolviam dependências automaticamente.

Hoje o Slackware tem um gerenciador oficial que atualiza o sistema, mas continua sem resolver dependências! Para usuários de outras distribuições isso é uma falha ou um problema chatíssimo, mas para slackers isso nem faz diferença!

Slackware não tem o ambiente Gnome por padrão (aquele ambiente que dá "a cara" do Ubuntu). Quem quiser esse ambiente gráfico tem que se virar e instalar pacotes de terceiros. Seria isso outra desvantagem do Slackware? Para muitos sim, mas para slack users isso não é um problema de verdade. Que coisa.

As distribuições modernas já vem com drivers pré-instalados ou com ferramentas que automatizam a instalação de drivers após reconhecer o hardware. E no Slackware como é? O usuário tem que conhecer seu hardware e procurar na Internet os drivers de que necessita e instalar pelo terminal usando linha de comando! Isso poderia ser encarado como uma desvantagem, mas para Slackers não é! Isso é só um detalhe! Eles preferem continuar tendo trabalho duro.

Configuração de serviços, de rede, do sistema, administração de usuários... tudo no Slackware é mais trabalhoso do que nas distribuições mais modernas. Agora vamos pensar. Quem em sã consciência preferiria o caminho mais complicado em detrimento do mais prático? Quem em sã consciência prefere caçar dependências na Internet para fazer um browser funcionar ao invés de usar uma GUI bonita e colorida para buscar o aplicativo e instalar sem se preocupar com dependências? Quem desprezaria todas as facilidades das distros mais modernas para ficar com uma mais tradicional e primitiva sabendo que terá com isso mais trabalho e mais perda de tempo?

Resposta: é aquele que está sob efeito da maldição de Patrick Volkerding, o criador do Slackware.

Maldição? Será que estou exagerando? Bem, pergunte para um Slacker e ele dirá que Slackware é a melhor distribuição do mundo, mesmo com todas as características que foram citadas. Não importa o que você diga. Não adianta dizer a ele que ter o LibreOffice, plugins e drivers instalado por padrão significa mais praticidade, economia de tempo e energia; slackers só sabem que sua distro é a melhor do mundo e que Patrick Volkerding é o cara.

Veja essa frase:

"Só Slackware é Linux e Patrick Volkerding o seu Profeta!"

Está numa página de Piter Punk, um dos empacotadores do Slackware.

E o que encontramos na página oficial do Slackware?

"Patrick Volkerding Also known to many as 'The Man...'"

(Patrick Volkerding também conhecido por muitos como "O Cara"...)

É fácil encontrar comentários na Internet que tratam o Slackware como a melhor distro ou que falam dela como o melhor Linux. Veja esse disponível em:
http://www.linuxjournal.com/content/spotlight-linux-slackware-linux-13

Nessa página é dito:

"There's only one truly pure Linux, and that is Slackware."

(Há apenas um Linux verdadeiramente puro, e este é Slackware)

Resumindo, a maldição faz com que usuários de Linux passem a adorar o Slackware e a temer/reverenciar Patrick Volkerding.

Tenho um amigo que usa Slackware, seu nick no VOL é Slacker e me ajudou muito (e continua ajudando) a usar o Linux. Ele já trocou de distro muitas vezes, mas sempre acaba voltando para Slackware. Qualquer bug, travamento, comportamento inesperado, ou seja lá o que for que aconteça em uma distro é um motivo para voltar a instalar Slackware, porque com Slackware nada sai do controle.

Esse meu amigo é uma das raras pessoas que usa Slackware e que reconhece que está sob a maldição de Patrick Volkerding. Na verdade foi ele quem me alertou sobre toda essa história de maldição. Se ele ficar longe do Slackware por muito tempo, ele começa a temer que Patrick Volkerding, com seus poderes advindos do Slack Original lance alguma praga sobre ele.

Veja um pedaço de uma conversa com ele:

Sandro Cristiano: ae
Xerxes: olá!!
Xerxes: tá de slackware?
Sandro Cristiano: nope
Xerxes: ahh
Xerxes: que pena
Xerxes: não é mais sua distro favorita?
Sandro Cristiano: no..no...só estou bancando o beta tester agora
Xerxes: =]
Sandro Cristiano: adivinhe do que eu estou
Xerxes: me responde algumas perguntas? slackware é a melhor distro Linux? patrick volkerding é seu pastor? as outras distros são cheias de bugs e instabilidades e slackware se destaca por ser mais linux que as outras?
Xerxes: acho que vc esta de... BSD?
Sandro Cristiano: sim
Sandro Cristiano: sim
Sandro Cristiano: sim
Sandro Cristiano: sim
Sandro Cristiano: não
Xerxes: uahuahau suas respostas vão para um artigo!
Sandro Cristiano: boa

Embora nem todos os usuários de Slackware saibam sobre essa a maldição, todos já sentiram seus efeitos. Você que já usou Slackware, sabe quando você troca de distro e depois se arrepende e pensa: "é por isso que uso Slackware! Ele funciona!" e em seguida volta para Slackware? Então... É nessa hora que você sente a maldição em forma de um sussurro no fundo da sua mente que te convence a voltar para Slackware reafirmando que ela é a melhor distro. Você não sabia, mas agora sabe. Está amaldiçoado!

Veja por exemplo o nosso colega Davidson Paulo. Em seu blog, há poucos anos, ele conta como se afastou dos computadores e depois de um tempo estava de volta ao "mundo do Slackware":
http://davidsonpaulo.blogspot.com/2008/08/de-volta-ao-slackware-via-zenwalk.html

Sem falar que ele é o criador da comunidade Slackware do VOL. Amaldiçoado por Patrick Volkerding? Com certeza!

Os efeitos da maldição de Patrick podem ser percebidos nos argumentos dos slackers. Desconhecendo que estão sob o efeito da maldição eles atribuem seu apego à distro por outros motivos, como por exemplo, dizendo que Slackware é bom para aprender a usar Linux (sendo que pode-se aprender usando qualquer distro e lendo livros, apostilas, etc), e se quiser aprender na prática de verdade pode tentar instalar Linux From Scratch.

No endereço abaixo o autor do blog dá seus motivos para preferir o Slackware:
7 Reasons I use Slackware

Esses motivos fazem sentido? Sim e não, pois há quem discorde. Uma alma não amaldiçoada por Patrick Volkerding parou para refletir sobre essa atração que Slackware causa nas pessoas e sem encontrar uma resposta perguntou no Linux Forums: "Why do people still use Slackware?" (Por que as pessoas ainda usam Slackware?).

Raramente alguém reconhece (ou tem ciência de) que está amaldiçoado. Bastaria um motivo e não 7: "Uso Slackware porque estou amaldiçoado por Patrick Volkerding" . Sinceramente a maior vantagem que vejo no Slackware é a estabilidade e o uso de pacotes relativamente recentes. De acordo com meu amigo a leveza também é importante.

Porém, cada vez mais as pessoas querem facilidade. Ligar o PC, logar e já sair usando tudo sem ter que configurar, fuçar e tirar dúvidas nos fóruns. Será que essa tendência da "nova geração" de usuários resultará um dia no fim do Slackware já que essa distro exige muito do usuário? O que você acha?

Será que o desejo por facilidade de instalação, configuração e etc é a única forma de se proteger contra a maldição de Patrick Volkerding? Eu não sei, mas aparentemente não, pois as facilidades existem há muito tempo e mesmo assim o Slackware, em ser conservadorismo, continua sendo uma distro muito respeitada e Patrick continua sendo conhecido como O Cara.

Tentar explicar o apego pelo slackware com uma maldição foi uma forma de inflamar uma discussão construtiva sobre os prós e contras do slackware.

Não é por acaso que o artigo está na sessão debates!

Espero que tenham entendido isso.

Obrigado!

P.S.: Não podemos esquecer que Slackware é uma distro mais voltada para servidores do que para desktop, mas neste artigo estou considerando que os amaldiçoados acreditam que Slackware é superior também nos desktops.

30 de mai. de 2011

Utilizando o Debian Squeeze em Desktop

Utilizando o Debian Squeeze em Desktop

Introdução

O objetivo desta documentação é ajudar o leitor a ter um desktop bonito, estável, rápido e seguro utilizando a distribuição Gnu/Linux Debian na versão 6.0 de codinome "Squeeze". Durante muito tempo vários entusiastas Gnu/Linux andarem dizendo que o Debian é uma distribuição de difícil utilização e voltada para servidores, porém veremos que as coisas não são bem assim. O Debian nos dias de hoje é uma das distribuições que oferece um gerenciador de instalação muito intuitivo, tanto no modo texto quanto no modo gráfico, além prover vários recursos para utilização em desktops, servidores de pequeno, médio e grande porte, sistemas mobiles e onde mais você desejar. :)

Adicionando os repositórios
Partindo do princípio que já se tem o Debian 6.0 de codinome Squeeze instalado, veremos como otimizar o mesmo para utilização em um desktop.

A primeira coisa a se fazer é editar o arquivo "/etc/apt/sources.list", para adicionar os repositórios de softwares que utilizaremos. Vale lembrar que para realizar os procedimentos a seguir é preciso estar autenticado como root, para isso faça:

$ su -

Insira sua senha e tecle enter.

Depois abra o arquivo /etc/apt/sources.list com o seu editor de preferência e altere para que contenha os seguintes repositórios:

# vi /etc/apt/sources.list


deb http://ftp.br.debian.org/debian/ squeeze main contrib non-free
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ squeeze main contrib non-free

deb http://ftp.debian.org/debian/ squeeze-updates main contrib
deb-src http://ftp.debian.org/debian/ squeeze-updates main contrib

#deb http://ftp.br.debian.org/debian/ squeeze-proposed-updates contrib non-free main
#deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ squeeze-proposed-updates contrib non-free main

deb http://security.debian.org/ squeeze/updates contrib non-free main deb-src http://security.debian.org/ squeeze/updates contrib non-free main

deb http://www.debian-multimedia.org/ squeeze main non-free
deb http://download.virtualbox.org/virtualbox/debian squeeze contrib non-free
deb http://dl.google.com/linux/deb/ stable non-free main

Obs. : Os repositórios squeeze-proposed-updates estão desabilitados, comentados. O motivo para tal é que o mesmo sugere algumas versões de software que podem conter algum tipo de bug. Como exemplo, no momento em que escrevo esse documento o servidor VNC para Gnome, o Vino, apresenta um bug que faz com que após estabelecer sessão, o mesmo trava, impossibilitando sua utilização. Sendo assim, como o objetivo é preparar um desktop, não desejaremos reportar bugs, muito menos corrigir os mesmos.


Adicionando as chaves dos repositórios
Após salvar as modificações no arquivo /etc/apt/sources.list, adicione as chaves dos repositórios. Para isso faça o seguinte:

# wget -q http://download.virtualbox.org/virtualbox/debian/oracle_vbox.asc -O- | sudo apt-key add -

# A=7FAC5991
# gpg --keyserver pgpkeys.mit.edu --recv-key $A
# gpg -a --export $A | sudo apt-key add -

# B=1F41B907
# gpg --keyserver pgpkeys.mit.edu --recv-key $B
# gpg -a --export $B | sudo apt-key add -


Sincronizando a lista de software e atualizando o sistema
Execute o comando abaixo para sincronizar a lista de softwares disponíveis no repositório com o seu computador.

# aptitude update

Agora execute o comando abaixo para atualizar os softwares já instalados no seu computador, caso necessário:

# aptitude upgrade

Após esses primeiros passos, caso seja necessário reinicializar o sistema faça.


Instalando headers do kernel e algumas firmwares
A partir de agora vamos nos concentrar em instalar alguns plugins e softwares para utilização no dia a dia.

Inicialmente instale os headers para o seu kernel com o comando abaixo:

# aptitude -r install linux-headers-2.6-$(uname -r|sed 's,[^-]*-[^-]*-,,')

Agora instale alguns firmwares que podem ajudar na utilização de alguns módulos para o seu hardware:

# aptitude install firmware-linux firmware-linux-free firmware-linux-nonfree


Ativando suporte a .RAR, JAVA e Flash Plugin
Para ativar o suporte aos aplicativos gerados pelo Winrar, basta instalar o pacote abaixo:

# aptitude install unrar

Intalando o java da Sun Microsystems:

# aptitude install sun-java6-jre sun-java6-plugin

Configurando o java a ser utilizado como padrão no seu sistema:

# /usr/sbin/update-alternatives --config java

Escolha a opção:

/usr/lib/jvm/java-6-sun/jre/bin/java 63 modo manual

Instalando o plugin Flash da Adobe:

# aptitude install flashplugin-nonfree

Configurando o flash a ser utilizado como padrão no seu sistema:

# /usr/sbin/update-alternatives --config flash-mozilla.so

Escolha a opção:

/usr/lib/flashplugin-nonfree/libflashplayer.so 50 modo manual

Obs.: Depois da instalação do pacote flashplugin-non-free o mesmo encontra-se no modo automático que já é o flash non-free, contudo não custa verificar se o mesmo realmente está em uso.

Mais aplicativos e finalizando

Instalando bibliotecas 32 bits em sistemas 64 bits

Caso a distribuição Debian utilizada seja para plataforma x86_64, vale a pena instalar as bibliotecas abaixo para compatibilizar com alguns softwares 32 bits, por exemplo PacketTracer - Simulador Cisco. Para verificar se o seu kernel é x86_64 faça o seguinte:

# uname -m

Caso apareça algo como x86_64, isso significa que o seu sistema é de 64 bits e as bibliotecas abaixo devem ser instaladas, caso contrário não será necessário, pois o sistema já tem as suas.

# aptitude install ia32-libs ia32-libs-gtk

Ativando suporte à Silverlight utilizando o Moonlight, plugins e outros

Para ativar o suporte a recursos Silverlight utilizando Gnu/Linux, instale um complemento no Iceweasel (Firefox), vá ate o site:

clique no botão install, será redirecionado para outra página, escolha a plataforma, clique no nome do plugin, quando aparecer o gerenciador de complementos do Iceweasel (Firefox), clique em Instalar Agora.

Obs.: Após a instalação é necessário reiniciar o navegador.

Instalando plugins para o gstreamer:

# aptitude install gstreamer0.10-buzztard gstreamer0.10-esd gstreamer0.10-gnonlin gstreamer0.10-lame gstreamer0.10-plugins-cutter gstreamer0.10-plugins-really-bad gstreamer0.10-pulseaudio gstreamer0.10-sdl gstreamer0.10-x264

Instalando codecs:

# aptitude install w64codecs libdvdcss2

Obs.: Se o seu sistema for de 32 bits o pacote acima, w64codecs, deve ser substituído por w32codecs; o libdvdcss2 é utilizado para remover codificações em DVD's, as famosas travas.

Instalando o VLC Player:

# aptitude install vlc vlc-data vlc-nox vlc-plugin-fluidsynth vlc-plugin-ggi vlc-plugin-jack vlc-plugin-sdl vlc-plugin-svg vlc-plugin-svgalib vlc-plugin-zvbi mozilla-plugin-vlc

Instalando o navegador Chrome da Google:

# aptitude install google-chrome-stable

Pode acontecer que o ícone desapareça do seu menu, para contornar o problema faça o seguinte:
  1. Pressione as teclas Alt+F2;
  2. Digite alacarte e clique em executar;
  3. Na guia Menu clique em Internet;
  4. Clique no botão Novo item e insira as seguintes informações:

    Tipo: Aplicativo
    Nome: Google Chrome
    Comando: /usr/bin/google-chrome
    Comentário: Navegador Web

Obs.: Quando inserir o comando /usr/bin/google-chrome, o ícone aparecerá automaticamente.

Instalando o Google-Earth:

# aptitude install googleearth-package
$ make-googleearth-package
$ su -
# dpkg -i googleearth_6.0.2.2074+0.6.0-1_amd64.deb
# apt-get install -f


Obs.: O make-googleearth-package foi executado como usuário comum, caso tente com root será recusado, a menos que utilize a opção "-- force".

Instalando o VirtualBox

Finalmente a Oracle resolveu o problema relacionado ao não funcionamento dos dispositivos USB nos guests. A partir da versão 4.0.4 do VirtualBox não é necessário editar nenhum arquivo para que os dispositivos USB funcionem, problema esse que aborreceu muitos usuários Gnu/Linux.

# aptitude install virtualbox-4.0

Instalando o Gtk-recordMyDesktop

Infelizmente até o momento não foi resolvido o problema quanto a utilização do jack no recordMyDesktop, impossibilitando seus usuários gravarem seus vídeos utilizando áudio. Porém, vou mostrar um paliativo que pode ser utilizado enquanto a solução entre nos repositórios oficiais. Primeiro instale os seguintes pacotes:

# aptitude install gtk-recordmydesktop recordmydesktop

Após a instalação dos pacotes, crie o arquivo jack_lsp e modifique as permissões do mesmo, conforme visto abaixo:

# vi /usr/local/bin/jack_lsp

Dentro do arquivo jack_lsp que abrimos utilizando o vi, insira a informação abaixo e saia salvando:

#!/bin/bash

Modificando as permissões do arquivo jack_lsp:

# chmod 755 /usr/local/bin/jack_lsp

Com isso a tecla AVANÇADO no recordMyDesktop já estará funcionando, para um melhor desempenho no áudio faça as seguintes modificações:

Na aba Performace modifique a opção de quadros por segundo para 6, fazendo com que o vídeo e voz andem juntos. Caso tenha um hardware compatível com os padrões atuais, deixe todas as caixas marcadas.

Na aba Som modifique Canais para 2 e frequência para 44100, nas demais abas e suas respectivas opções deixe como estar, a menos que saiba o que está fazendo .

Instalando os famosos efeitos gráficos Compiz

Se tiver uma placa gráfica com aceleração 3D, pode ainda ativar os efeitos do Compiz Fusion para enfeitar ainda mais o seu desktop, para isso faça o seguinte:

# aptitude install compiz compiz-core compiz-fusion-plugins-extra compiz-fusion-plugins-main compiz-fusion-plugins-unsupported compiz-gnome compiz-gtk compiz-plugins compizconfig-backend-gconf compizconfig-settings-manager

Para que os efeitos 3D inicializem junto ao gnome faça o seguinte:

  1. Vá no menu Sistema → Preferências → Aplicativos de sessão;
  2. Clique no botão adicionar e insira as seguintes informações:

    Nome: Compiz Fusion
    Comando: compiz
    Comentários: Efeitos 3D no Desktop

Obs.: O Comando compiz é minúsculo. É preciso reiniciar a sessão do usuário para que as modificações entrem em vigor.

Finalizando

Bom pessoal, poderíamos continuar fazendo milhares de modificações, porém seria para nichos muito específicos de cada usuário. Até então fizemos modificações que geralmente grande parte dos usuários utilizam em seus desktops, daqui para frente basta que vocês instalem os softwares que precisam para o seu trabalho no dia a dia e sejam felizes. Espero ter ajudado!

Abraço a todos,

14 de mai. de 2011

Google Chrome no Linux Mint


Google Chrome






O navegador de internet do Google, segundo o mesmo, promete ser:
  • Rápido para inicializar - O Google Chrome é inicializado em um piscar de olhos.
  • Rápido para carregar - O Google Chrome carrega páginas da web rapidamente.
  • Rápido para pesquisar - Pesquise na web a partir da barra de endereço.
O Google destaca como principais características do Chrome:

Velocidade

O Google Chrome foi projetado para ser rápido de todas as formas possíveis. Ele inicia rapidamente a partir da sua área de trabalho, carrega páginas da web em um piscar de olhos e executa aplicativos complexos da web de forma muito rápida. Saiba mais sobre o Google Chrome e velocidade.

Simplicidade

A janela do navegador do Google Chrome é otimizada, limpa e simples. O Google Chrome também inclui recursos projetados para eficiência e facilidade de uso. Por exemplo, você pode pesquisar e navegar na mesma caixa e organizar as guias da maneira que desejar, rápida e facilmente.

Segurança

O Google Chrome foi projetado para manter você mais protegido e seguro na web com uma proteção integrada contra malware e phishing, atualizações automáticas para garantir que o navegador se mantenha em dia com as últimas atualizações de segurança e muito mais. Saiba mais sobre os recursos de segurança do Google Chrome.

E mais recursos

O Google Chrome possui muitos recursos úteis integrados, incluindo extensões, tradução no navegador, temas e muito mais. Saiba mais sobre os recursos mais recentes e mais populares do Google Chrome.

Considero interessante ter mais de um navegador instalado, pois sempre tem aqueles sites que usam código que não roda em um e outro. Costumo ter ao menos o Firefox e o Opera instalados para essas inconveniências. Falando nisso, usando o procedimento de instalação que descrevo neste artigo dá para instalar também o Opera.

Bem, vamos ao que interessa, que é a instalação passo a passo.

Chrome-Chromium

Veja como instalar o Google Chrome no Linux Mint é uma moleza. Vai aí o passo a passo.

1) Abra o menu do Mint e na seção SISTEMA acione o Gerenciador de Aplicativos.

2) Na área de pesquisa digite "browser" e na resposta teremos muitos navegadores interessantes como o Opera e o Epiphany. Mas o que nos interessa é logo o primeiro o "chromium-browser". Isso mesmo o Chrome no Linux Mint é o CHROMIUM-BROWSER.
3) Aparece então a tela e instalação e remoção do aplicativo. No canto superior direito fica um botão que quando o aplicativo está instalado tem a função REMOVE e quando não está, que é o nosso caso, tem a função INSTALA. Vamos então clicar no botão instala e fornecer a senha do usuário para que a instalação inicie.
4) O Gerenciador de Aplicativos vai fazer a instalação indicando em uma barra na parte inferior da tela o progresso. Ao final fica apenas indicando na parte inferior "0 tarefas em execução".
5) Agora pode fechar o Gerenciador de programas e vamos ao menu do Mint procurar o Chomium. E lá está ele.
Veja o Chromium em execução:
Pronto, esta era a proposta, agora é só explorar o Chrome ou Chromium.

Abraço e até uma próxima oportunidade. 



fonte: www.vivaolinux.com.br

Montar ISO no Linux

Montar ISO no Linux

Já vi várias formas de montar uma .ISO no Linux, mas da forma como mostro nesta dica acho mais fácil.

Você vai precisar de um diretório para nele montar a sua imagem .ISO. Então vamos criar o diretório.

Primeiro acesse o terminal como root:

$ su

Agora vamos acessar o /media:

# cd /media

E então crie um diretório onde deverá ser armazenado a nossa ISO:

# mkdir /diretorio_ISO

Agora é fácil montar a imagem .ISO, basta usar o comando abaixo. O comando "mount" que irá montar o nome da sua imagem ISO sem as aspas, o local onde está seu diretório para armazenar a ISO, o parâmetro "-o" como opção de montar tudo no fstab e o loop que executa o mount até o fim da ISO:

# mount "sua_Imagem.iso" /media/diretorio_ISO -o loop 

VirtualBox - Como aumentar o tamanho do HD virtual

VirtualBox - Como aumentar o tamanho do HD virtual


Hoje é mais do que realidade o uso conjunto de diversos sistemas operacionais para executar tarefas cotidianas. E para este uso usamos dois principais recurso: o primeiro é o dual-boot, método onde o usuário deve reiniciar o micro para alternar de um sistema para o outro, e segundo, que vem tomando cada vez mais força principalmente com a robustez das máquinas atuais, é a utilização de máquinas virtuais.

As máquinas virtuas são, atualmente, de fácil instalação tanto nos sistemas GNU/Linux quanto nos sistemas da MS. Um dos programas mais utilizados para este fim é o VirtualBox, com alguns cliques o usuário está com uma "segunda máquina" novinha para usá-la ao seu bel-prazer. Mas o que fazer quando o espaço do HD virtual, definido inicialmente na "construção" da máquina virtual, não for suficiente. Será que deve-se criar uma nova máquina com um hd maior e instalar todos os programas novamente para mais espaço para os novos programas? Este foi um dos problemas que encontrei ao instalar uma máquina virtual para executar programas da M$ dentro do VirtualBox 4, que roda no meu Natty Narwhal (Ubuntu 11.04).

A instalação do VirtualBox, o programa para criar e rodar máquinas virtuais, foi feita sem problemas através da 'Central de Programas do Ubuntu', e o passo a passo para a criação de uma máquina pode ser encontrado facilmente na internet, por isso, direcionar-me-ei agora para a questão contumaz que motivou esta dica: Como aumentar o tamanho do HD virtual depois que a máquina já foi criada e o sistema já está instalado com inúmeros programas?

1. Localizando o disco virtual.

No VirtualBox, o disco virtual é um arquivo com extensão '.vdi', e para encontrá-lo usei o comando locate, pois a localização deste arquivo pode variar de versão para versão, de sistema para sistema e, além disso, o usuário pode apontar para um arquivo '.vdi' existente em qualquer diretório que tenha acesso.

1.1 Usando o locate.

Primeiro atualize a base de pesquisa dese comando fazendo:

$ sudo updatedb

Uma vez atualizado, basta digitar o comando locate seguido do nome, o parte do nome, daquilo que se deseja encontrar.

$ locate .vid

Recomenda-se a manutenção do '.' antes do vdi, pois como foi mencionado, o locate apresentará resultados para arquivos com o nome ou parte do nome coincidente com a sentença usada após o comando.

1.2. Caso prático.

Para exemplificar listarei os comandos e os resultados obtidos no meu caso, e muito provavelmente, nomes e caminhos de diretórios e arquivos serão diferentes dos encontrados por muitos usuários, mas espero poder instruir a execução desta tarefa corretamente.

$ sudo updatedb
$ locate .vdi


o resultado do locate foi:


/home/daniel/VirtualBox Vms/Windows/Windows.vdi


Ou seja, o hd da minha máquina virtual é um arquivo com nome Windows e com extensão '.vdi' (Windows.vdi) e está no diretório '/home/daniel/VirtualBox Vms/Windows/'.

2. Operação expansão.

Agora que o arquivo foi encontrado, e usando o autocompletar (colocar a inicial do nome de um arquivo ou de um comando e pressionar TAB para que o GNU/Linux complete automaticamente), executamos:

$ VBoxManage modifyhd /home/daniel/VirtualBox\ VMs/Windows/Windows.vdi --resize 4096

Onde o tamanho é em MB, isto é, para ter o um HD de 40 GB o tamanho escrito deve ser 4096, que é 1024 X 40.

3. Concluindo a extensão

O procedimento aumenta o 'hd' virtual, não a partição onde o sistema está instalado, isto é, o sistema virtual vê esse novo espaço como partição não formatada, precisando então de um programa para redimensionar a partição.

Uma alternativas é usar uma iso com programas como o partition magic ou mesmo uma iso com um GNU/Linux e executar o gparted ou algum gerenciador de partição.

No meu caso eu instalei dentro da máquina virtual o partition wizard e redimensionei a partição 'c'. 

3 de mai. de 2011

Usando o grep e egrep

Usando o grep e egrep 

Neste artigo darei uma introdução aos comandos grep e egrep. Para iniciantes em Linux, este artigo os ensinará a realizar buscas em arquivos e diretórios.


Olá pessoal!

Bom, neste artigo vou dar uma introdução bem explicada sobre os comandos grep e egrep.

Para usuários novos, os comandos grep e egrep servem para realizar buscas de arquivos, pastas e linhas dentro de um documento.

Estes comandos usam expressões regulares (regex) para realizar as buscas de forma que o nome ou palavra desejada case com a expressão. Este arquivo será bem explicado, porém não irá englobar parâmetros de configuração dos comandos.


O que são expressões regulares (REGEX)

Uma expressão regular é um método formal de se especificar um padrão de texto.


Mais detalhadamente, é uma composição de símbolos, caracteres com funções especiais, que, agrupados entre si e com caracteres literais, formam uma sequência, uma expressão. Essa expressão é interpretada como uma regra, que indicará sucesso se uma entrada de dados qualquer casar com essa regra, ou seja, obedecer exatamente a todas as suas condições.


Pra que servem?


Basicamente servem para você dizer algo abrangente de forma específica. Definido seu padrão de busca, você tem uma lista (finita ou não) de possibilidades de casamento.


Em um exemplo rápido, [rgp]ato pode casar rato, gato e pato. Ou seja, sua lista "abrange especificamente" essas três palavras, nada mais.

Metacaracteres

Metacaracteres são símbolos que tem por finalidade a construção de ER(expressão regular). Cada metacaractere tem uma função, e estes são divididos em grupos como:
  • Quantificadores -> São meta caracteres que dizem quantas vezes o caractere anterior se repete.
  • Representantes -> São meta caracteres que casam com caracteres, porém estes casam apenas uma vez sendo eles definidos ou não pelos caracteres.
  • Âncoras -> Os tipos âncoras possuem metas que marcam o inicio da linha, o fim e borda.
  • Outros -> Nesta categoria existem metas que tiram o poder de metas caracteres que, metas que permitem alternar entre opções de casamentos, metas que permitem criar grupos e metas que repetem um grupo casado.


Abaixo vai os metacaracteres e o que eles fazem:
  • "." = O ponto casa qualquer coisa porém uma única vez.
  • "[...]" = A lista guarda dentro de si os caracteres permitidos para casar.
  • "[^...]" = A lista negada guarda dentro de si os caracteres não permitidos para casar.
  • "?" = O opcional permite que um caractere possa vir a aparecer ou não.
  • "*" = O asterisco permite que o caractere antecedente a ele não apareça ou apareça quantas vezes quiser.
  • "+" = Quase igual ao asterisco, porém o caractere antecedente deve aparecer no minimo uma vez.
  • "{n,m}" = Basicamente, {n,m} significa que o caractere antecedente aparecerá no minimo n vezes e no máximo m vezes.
  • "^" = O circunflexo marca o inicio, porém se ele estiver dentro de uma lista e for o primeiro elemento da lista ele nega os outros caracteres.
  • "$" = O cifrão marca o fim e só é válido no final da ER
  • "\b" = A borda marca uma borda, mais especificamente, uma borda da palavra.
  • "\" = O escape tira o poder de um metacaractere tornando-o um caractere normal
  • "|" = O alternativo (pipe) serve para casos onde precisamos casar uma palavra porém a mesma pode ter variações. Ou um ou outro.
  • "(...)" = Dentro de um grupo podemos ter um ou mais caracteres, metacaracteres e inclusive outros grupos!
  • "\n" = É retrovisor porque ele "olha pra trás", para buscar um trecho já casado.


Para maiores detalhes sobre expressões regulares abaixo vai um link. Este não é o foco do artigo só citei porque é necessário.

Mural de Recados